Na primeira parte, falei sobre como descobri e me tornei fã do Jeff Buckley. Agora, falarei um pouco do porque da sua participação tão intensa na minha vida.
Em vários momentos, suas músicas foram como um refúgio, principalmente quando passei por situações muito difíceis, como sentir-me solitária, mesmo em ambientes com muitas pessoas. Ou quando descobri tardiamente o falecimento de uma grande amiga (que também era fã dele, e que tinhamos combinado de fazermos um dueto em Grace). E, principalmente, quando descobri que era bipolar. Como ele também era, meio que me senti um pouco conformada pois, pelo que li na sua biografia, passamos por momentos muito parecidos, como não nos adaptarmos à nenhum grupo na escola, termos sofrido bullying, nossa infância ser um pouco conturbada... Enfim, sinto como se ele fosse um irmão para mim, embora nunca tive tido a oportunidade de tê-lo conhecido pessoalmente.
Hoje, suas músicas são como uma válvula de escape. Quando sinto que algo não está indo bem, recorro ao meu celular (já que fico o tempo todo fora de casa), seleciono as músicas do Grace, coloco o fone de ouvido e me concentro para ouví-lo cantar. Não importa se está tocando Eternal Life, So Real, Dream Brother, Forget Her, ou até mesmo Grace ou Last Goodbye, pois cada uma dessas preciosidades tem feito com que, à cada dia, eu consiga encarar os problemas de frente.
Muito obrigada, Jeff...