Ontem (23/08/09), completou 15 anos o lançamento do álbum de estréia de Jeff Buckley, Grace. Normalmente, o 1º álbum de um artista é marcado por alguns "incidentes", como uma escolha não planejada de estilo, repertório irregular, etc etc etc. Mas a estréia de Buckley tem algo que intriga muita gente, mesmo após 15 anos.
Mas o que Grace tem de tão diferente??? Para uns, não é um CD fácil de ser digerido na primeira audição (eu mesma tive que ouví-lo muitas e muitas vezes para entender qual era a proposta), não dá para classificá-lo em um estilo (Rock? Pop? Blues? Progressivo?), suas músicas não tem uma "estrutura adequada" para tocar nas rádios (leia-se "músicas de curta duração", "letras simples" e "melodias fáceis de serem ouvidas"). Esse e muitos outros motivos fizeram com que Jeff, na época, fosse considerado "alternativo" demais para as rádios.
Para outros ouvidos, Grace foge do comum, e nos apresenta outras propostas: mostra toda a sensibilidade, bom gosto, e principalmente todo o potencial e o talento de Buckley. E, se tratando de uma estréia, pode ser considerada uma estréia muito bem planejada, pois poucos artistas conseguem mostrar em apenas 10 músicas qual é a sua verdadeira intenção. E esse é o álbum perfeito para quem quer conhecer um pouco mais sobre ele.
Indicarei algumas músicas para quem tem dúvidas em quais ouvir: Grace, Dream Brother, Hallelujah, Last Goodbye e Lover, You Should've Come Over (não desmerecendo as outras, claro). Como não tenho palavras o suficiente para descrevê-lo, simplesmente deixo a dica. E cada pessoa terá o tempo certo para descobrir qual a intenção de Jeff nesse álbum.
Se tiver dificuldade para entender qual a proposta de Jeff Buckley, não se preocupe: basta ouví-lo aos poucos. Mas ouça intensamente. :)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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