quarta-feira, 11 de março de 2009

Não tenho medo de ir, mas eu vou tão devagar...



Nesse post, resolvi falar sobre como descobri um certo rapaz chamado Jeffrey Scott Buckley. "Mas, quem é esse cara?", você deve estar se perguntando... Bem, se ainda não assimilou o nome com a pessoa, vou te ajudar: Jeff Buckley, te diz alguma coisa?

A minha paixão por ele começou em 1998, através de uma matéria que saiu numa revista chamada Showbizz. Essa matéria falava um pouco sobre Buckley, já que ele não era conhecido no país (lamentavelmente, ainda não é). Essa revista saiu um ano depois da sua morte (em 1997, aos 30 anos, afogado no Rio Wolf, um afluente do Rio Mississippi). Aquela matéria me chamou a atenção, pois resume um pouco a vida intensa de Buckley (ele era filho de Tim Buckley, um músico folk dos anos 60). A primeira vez que o vi foi no clipe de Grace (quando assisti pela primeira vez, fiquei muito impressionada pois, até aquele momento, NUNCA tinha visto alguém cantar com tanta intensidade como ele), mas o reconheci quando vi o de Last Goodbye, que passava muito na MTV (isso em 1994). Como os anos passaram, acabei me esquecendo dele. Alguns anos depois, em 2001, passou um documentário de meia hora no Alto Falante, um programa da Cultura. Quando falaram que esse documentário era sobre Jeff Buckley, lembro que pensei algo como "Jeff Buckley?!?!? Esse nome não me é estranho...". Foi quando me lembrei dos dois clipes que tinha assistido alguns anos atrás. Mesmo o conhecendo muito pouco, resolvi gravar esse especial. Em 2002, numa conversa sobre o primeiro álbum solo do Chris Cornell, uma amiga me disse que Wave Goodbye falava sobre a perda de pessoas queridas, e que Chris a dedicou à Jeff. Aquilo fez com que meu interesse fosse aumentando cada vez mais. Já em 2003, comentei sobre ele com uma outra amiga, e falei sobre o Grace. Essa amiga comprou o CD, e fez uma cópia para mim. Como eu trabalhava à duas horas de casa, costumava levar o discman, alguns CDs, e os ouvia no trem. Um belo dia, resolvi levar essa cópia do Grace. Quando ouvi os acordes iniciais de Mojo Pin, simplesmente levei um susto, pois nunca tinha ouvido um vocal no qual misturava melancolia e intensidade ao mesmo tempo. Quando começou a tocar a faixa-título, aquela voz ia penetrando nos meus ouvidos, de tal maneira na qual ainda não sei explicar. Conforme eu ouvia aquelas músicas, sentia a voz de Jeff entrando aos poucos em mim, e achando algum local no meu cérebro para ficar.

Finalmente, em janeiro desse ano, comprei ao mesmo tempo o DVD Live In Chicago e o Grace (fora a biografia, que comprei em dezembro de 2008). Isso sem contar toda a discografia, bootlegs, videos e raridades que possuo (no computador) desse talento que nos deixou cedo demais...

Se ficou curioso em saber um pouco mais sobre a vida e a obra de Jeff Buckley, recomendo a biografia Dream Brother: The Lives and Music of Jeff and Tim Buckley.

Jeff Buckley é algo para se descobrir aos poucos... e intensamente!

Continua...

2 comentários:

Anônimo disse...

Foi exatamente assim que me senti quando comecei a ouvir o JB. Chego a sentir a presença dele. Algo fora do comum! E ainda sei tão pouquinho dele, mas já bastou para me apaixonar pela música e pela pessoa dele.

Erlon Pereira Rodrigues on 22 de abril de 2009 às 20:01 disse...

Tá aí... Um texto à altura de uma jornalista mas ao mesmo tempo com toda a sensibilidade de uma boa "JEFFanática".
Concordo plenamente com você, minha querida amiga Lucimara, é uma pena o Jeffito ser tão pouco conhecido pelos brasileiros. Acho que já se acomodaram a ouvir música de péssima qualidade (é... acho que essa é a palavra correta: "acomodaram"). É uma pena mesmo... não sabem o que estão perdendo!!
Estava com a consciência pesada já faz tempo. Pensava eu: "Pova vida! Tenho que retribuir a visita da Mara ao meu blog. Ela se mostrou tão simpática e interessada pelo o que escrevi sobre o meu grande companheiro de momentos de autismo interior." E aqui estou...
Mara quero te parabenizar pelo texto, mas uma vez tenho certeza que o fascínio pelo Jeff é para poucos... (para os poucos que se perguntam, acompanhados pelas noites frias e silenciosas: "Quem é mais sentimental que eu? O que é essa insuportável melancolia que me acompanha?", mas logo se perdem no abismo que é SENTIR e PENSAR).
É! Acho que isso é tudo... mas aguardo mais resenhas sobre o saudoso Jeffito aqui no seu blog, ok. Grande abraço.

 

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